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¤¤ Sábado , 10 de Junho

Eu o amo.. assim como o instante e breve..
como encantar-se pelas estrelas é maravilhoso..
como sentir a paixao controlar seu atos.. e palavras..
.. eu o amo.. como as tristes tardes frias..
que pedem acolhimento.. como as noite escura padece de uma luz.. .
...como os apaixonados entregam-se a seus amores.. .
....o instante e breve..
o amor intenso..
a saudade eterna..
o sentimento inesquecivel..
..por mais que venha o tempo..
..que venha os desencontros..
nossas lembranças.. nossos momentos ..nossos olhares..
nossos..olhares....
se entregaram quando se encontrarem..
- Postado por: Paulinha às 10h25
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Uma História de Amor Impossível
Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível - voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou. Excitadíssima, voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou. - As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. - Que maravilha poder sonhar!- pensava. Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor.
Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor. Esperava com ansiedade que a noite descesse, e quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:
- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia. - Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis, e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece - ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo. Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas, as nuvens que mudavam de forma a cada minuto. A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferente e interessante. E compreendendo que, às vezes, os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.
- Postado por: Paulinha às 09h46
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¤¤ Sexta-feira , 09 de Junho
Era uma vez um anjinho chamado Amorel muito distraído que recebeu uma incumbência de Deus: - "Amorel, acabo de inventar os humanos, eles estão classificados como homem e mulher. Cada um tem seu par e já estão todos alinhados. Pegue este grupo de humanos e leve para que eles habitem a Terra".
Amorel, ficou contente com tão nobre trabalho. O anjinho reuniu o grupo e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada Amanda. Eles deram um encontrão e todos os casais de humanos se misturaram. Amorel e Amanda ficaram desesperados e foram contar para Deus. - Vocês derrubaram, vocês juntarão! - falou Deus.
Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. Mas eles trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrassem. O trabalho é muito difícil e, por muitas vezes, eles juntam casais errados. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois, percebem o engano e os separaram. Por muitas vezes, esta separação é brusca, pois não há tempo a perder.
E os anjos mandam um recado: - "Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também não se isolem, tentem mostrar realmente quem é cada um! À medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil. Aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar por tantas separações... Sabemos que elas geram transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que em algum canto vimos alguém bem mais parecido com você e, por isso, precisamos isolá-los para facilitar o encontro".
- Postado por: Paulinha às 10h29
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- Postado por: Paulinha às 10h20
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¤¤ Quinta-feira , 08 de Junho
Um dia, descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... Um dia, nós percebemos que as mulheres têm extinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer... Um dia, descobrimos que se apaixonar é inevitável... Um dia, percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... Um dia, percebemos que o comum não nos atrai... Um dia, saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom... Um dia, percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Um dia, saberemos a importância da frase: "tu se tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." Um dia, perceberemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso... Um dia, perceberemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais... Enfim, um dia, descobriremos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito... O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas nossas loucuras... Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
- Postado por: Paulinha às 07h00
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¤¤ Terça-feira , 06 de Junho
Volta e meia, crônicas, romances e poemas terminam com a indefectível frase: "Saudades de mim". Será que eu já escrevi isso alguma vez, que sinto saudades de mim? Devo ter cometido, eu também, esta dramatização barata, somos todos reincidentes nos clichês. Mas, olha, sinceramente, não sinto, não.
Lembro de uma menina que se sentia uma estranha na sala de aula. Que adorava tomar lanche nas Lojas Americanas do centro da cidade. Que ficava esperando ser tirada pra dançar nas reuniões dançantes, e quando acontecia, que êxtase! Na vez em que foi tirada pelo garoto de quem ela era a fim (e ele a apertou mais do que os bons modos permitiam), os pais da menina chegaram justo naquela hora para buscá-la, sua primeira grande frustração. Lembro do primeiro beijo da menina, ela completamente nervosa. Lembro da menina já grande, em seu primeiro estágio, iniciando vida profissional. Lembro da menina agindo como adulta, indo morar fora do país. Lembro da menina voltando, sem resquícios da menina que havia sido. Saudades dela? Afeto por ela. Saudades eu tenho de nada.
Não voltaria um único dia na minha vida, e lembranças boas é o que não me faltam. Não voltaria à infância - mesmo nunca mais tendo sentido tanto orgulho de mim quanto senti no dia em que ganhei minha primeira bicicleta sem rodinhas auxiliares, aos 6 anos, e saí pedalando sem ajuda, já no primeiro minuto, sem quedas no currículo. Não voltaria à adolescência, quando fiz minhas primeiras viagens sozinha com as amigas e aprendi um pouquinho mais sobre quem eu era - e sobre quem eu não era. Não voltaria ao dia em que minhas filhas nasceram, que foram os dias mais felizes da minha vida, de uma felicidade inédita porque dali por diante haveria alguma mutilação na liberdade que eu tanto prezava - mas, por outro lado, experimentaria um amor que eu nem sonhava que podia ser tão intenso. Não voltaria ao dia de ontem - e ontem eu era mais jovem do que hoje, ontem eu era mais romântica do que hoje, ontem eu nem tinha pensado em escrever esta crônica, ontem faz mil anos. Não tenho saudades de mim com menos celulite, não tenho saudades de mim mais sonhadora. Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim.
- Postado por: Paulinha às 10h35
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